OS PRINCIPAIS CONCORRENTES DO CELTICS AO TÍTULO - PARTE 2

Muitas movimentações aconteceram na NBA nessa temporada e elas causaram um fortalecimento enorme na liga. A primeira parte dessa análise trouxe os principais concorrentes do Celtics no Leste e apresentou seus elencos, principais forças e um pouco sobre o estilo de jogo de cada uma das equipes. Agora, é hora de conhecermos os times do Oeste que podem ameaçar o título celta nesse ano. Os times estão apresentados em ordem de força.


1 - Los Angeles Clippers


Time titular: John Wall, Paul George, Kawhi Leonard, Marcus Morris Sr. e Ivica Zubac.


Principais reservas: Reggie Jackson, Luke Kennard, Nicolas Batum, Terrance Mann, Norman Powell e Robert Covington.


All Stars no time: John Wall, Paul George, Kawhi Leonard


O elenco já era um dos mais vastos e profundos da NBA ficou ainda mais forte. Após um ano inteiro sem Kawhi Leonard se recuperando de lesão e com Paul George também fora em diversas partidas por se machucar, os Clippers acabaram caindo no Play-In diante do perigoso time de New Orleans, numa partida que tudo deu errado e o próprio PG13 acabou não jogando por estar com COVID.


Nesse ano, a conversa em Los Angeles promete ser diferente. Após pararem numa final de conferência diante do Suns na última temporada em que quase todos estiveram saudáveis (Kawhi não jogou aquela série) e capitaneados por PG13, os Clippers chegam ainda mais fortes com a adição de um antigo All-star extremamente motivado após lidar com muitas lesões nos últimos anos e uma geladeira de um ano em Houston. John Wall sem dúvida alguma é uma contratação excelente pro time e com toda certeza está bastante motivado para mostrar ao mundo o quão talentoso ele é, caso tenham esquecido.


A rotação de banco é talvez a mais forte e profunda da liga. No ano passado, a equipe adquiriu Norman Powell e Robert Covington, que eram titulares e peças importantes em Portland, e hoje são reservas bastante úteis em LAC. Além da dupla, Reggie Jackson é um excelente armador e pontuador vindo do banco, que ainda conta com um cosplay de Kawhi em Terrance Mann, com o sólido Nic Batum e um dos maiores gatilhos nas bolas de 3 pontos de toda a NBA em Luke Kennard. O ex-celta Marcus Morris também leva bastante destaque por ser um ótimo jogador.


Quem vê os Clippers jogando sabe de todo o potencial ofensivo e defensivo desse time. Do lado do ataque, ter George e Leonard é basicamente um sistema ofensivo baseados nos dois especialistas em criar jogadas para pontuarem. No entanto, PG13 evoluiu muito como passador nos últimos anos, sempre achando jogadores livres para arremessos. A equipe roda bastante a bola também, tem essa característica de buscar o melhor arremesso possível e usa muitas vezes 5 jogadores abertos, numa formação sem pivô que castigou algumas equipes nos playoffs (como o Jazz de Gobert).

A defesa, também liderada pela dupla de All-stars é excelente, afinal, os dois são especialistas defensivos. O esquema é muito simples com constantes trocas e defesa de mano a mano bem forte. Alguns extraordinários como Doncic já obrigaram essa defesa a jogar em zona por conta das trocas, mas num geral a proteção de aro é boa com Zubac e o perímetro está sempre bem protegido por ter excepcionais defensores tanto no time titular, quanto vindos do banco. Na rotação, talvez sejam apenas 3 os jogadores ruins na defesa - sendo eles Kennard, Jackson e Powell.


Talvez esse time não termine a temporada regular em primeiro lugar porque vai poupar atletas, se entrosar novamente após jogar um ano todo sem as estrelas e adequar Wall no sistema. Mesmo assim, pelo talento e esquema de jogo, são grandes favoritos no Oeste e capazes de finalmente furar a bolha para chegar nas Finais da NBA.


 

2 - Golden State Warriors


Time titular: Steph Curry, Klay Thompson, Andrew Wiggins, Draymond Green e Kevon Looney.


Principais reservas: Jordan Poole, Donte DiVincenzo, Andre Iguodala, Jonathan Kuminga, JaMychal Green, Moses Moody e James Wiseman.


All Stars no time: Steph Curry, Klay Thompson, Andrew Wiggins, Draymond Green e Andre Iguodala.


Os atuais campeões que derrubaram o Celtics na final chegam para a atual temporada com um time muito parecido com o que venceu o título. As saídas de Gary Payton II e Otto Porter Jr. são notáveis já que eles foram extremamente importantes na campanha dos Warriors, principalmente na parte defensiva da quadra. Para tentar suprir essas ausências, as chegadas do bom Donte DiVincenzo e do experiente JaMychal Green podem auxiliar muito a luta da equipe por mais um troféu.


Falar sobre o talento de Golden State é chover no molhado. O time conta com o maior arremessador da história em Steph Curry e ao lado dele outro lendário em Klay Thompson. O poder de fogo da dupla é tremendo já que são os dois melhores arremessadores da NBA. Ao lado deles, Green é espetacular armando a equipe e como líder da defesa. Destaque também para Wiggins que cresceu muito de produção nos últimos anos e acabou sendo peça chave para o título na temporada passada, sempre marcando os melhores jogadores do adversário e tendo bastante sucesso nisso.


O banco ainda conta com Poole e sua tremenda capacidade de pontuar, fazendo o papel de Curry quando o astro senta no banco e agora traz mais um ótimo arremessador que é DiVincenzo. Uma das grandes questões desse Warriors é como será a evolução de seu núcleo jovem. Se Poole já parece bastante incrível ofensivamente, Kuminga tem muito talento para desenvolver e a volta de Wiseman pode ser interessante, já que o pivô foi 2a escolha no draft e tem muito potencial, versatilidade e arremesso de fora. O trio jovem pode e deve contribuir desde já.


O time de São Francisco tem sua forma de jogar ofensivamente extremamente sólida, consolidada e de entrosamento tremendo, já que 4 dos 5 titulares estão lá há muitos anos, sem contar Iguodala que volta para sua provável última temporada antes da aposentadoria. Muita movimentação de bola, movimentação sem bola, arremessos de fora, infiltrações, velocidade e corta-luzes, contra-ataques e um basquete lindo fazem esse ser um dos ataques e times mais encantadores de todos os tempos. O "modelo Warriors" virou algo que muitos times na NBA tentam copiar.


Defensivamente, pouco se fala, mas esse time foi a segunda melhor defesa da NBA ano passado e sempre teve um lado defensivo muito forte, ancorados por Draymond Green e seu tremendo talento não só como defensor, mas principalmente fazendo coberturas e chamando as jogadas defensivas. O foco dessa defesa é a proteção de aro constante e evitar pontos no garrafão, muito similar à de Miami e Milwaukee que falamos na análise anterior. O sistema se baseia nisso e tem sucesso há bastante tempo, tentando deixar os ataques adversários estagnados e previsíveis com arremessos de fora e nada mais.


Nada mudou em Golden State, Curry vem de uma das melhores temporadas de sua vida e o time continua sendo um dos mais fortes de toda a NBA, prontos pra tentar abocanhar mais um caneco.



 

3 - Denver Nuggets


Time titular: Jamal Murray, Kentavious Caldwell-Pope, Michael Porter Jr, Aaron Gordon e Nikola Jokic.


Principais reservas: Bones Hyland, Bruce Brown, Jeff Green, DeAndre Jordan e Zeke Nnaji.


All Stars no time: Nikola Jokic e DeAndre Jordan.


Será que finalmente o ano do Nuggets chegou? A grande realidade é que esse time tem um time titular extremamente forte, agora mais maduro e pronto do que o time que chegou às finais de conferência na bolha da NBA em 2020. O trio ofensivo que apareceu com Jamal Murray explosivo e pontuando de todas as formas possíveis, MPJ surgindo como grande pontuador e ótimo nas bolas de 3 juntamente com o já consagrado e duas vezes MVP de forma consecutiva Nikola Jokic se junta novamente após uma temporada em que os dois primeiros passaram o tempo todo fora e o sérvio fez chover com uma temporada histórica mesmo assim.

Que Jokic é espetacular todo mundo sabe e jogando sem seus dois melhores companheiros, conseguiu 2 mil pontos, mil rebotes e 500 assistências ano passado, uma marca histórica jamais vista na liga. E nesse ano, além do retorno da dupla Murray-MPJ, o time de Denver conta com a manutenção de Aaron Gordon e a chegada de KCP, um sólido e confiável arremessador de 3 pontos que é excelente na defesa. Além dele, chegaram também Bruce Brown, DeAndre Jordan e Ish Smith (um dos caras que melhor joga contra o Celtics na vida). A evolução de Bones Hyland e o entrosamento de Jeff Green no time após um ano também são muito importantes.


Desde a bolha, Denver promete ter seu time mais equilibrado e ofensivamente letal. E o grande ponto de interrogação desse time é a saúde de seus atletas, já que o histórico de lesões no time é muito preocupante. Caso essa equipe fique saudável, veremos um ataque com Jokic passando a bola de forma esplêndida como sempre faz, inúmeros pick n rolls com Jamal Murray e muitos arremessos livres para os outros atletas. Além de bastante MPJ criando seu próprio arremesso. O banco perde com a saída de Monte Morris, mas a evolução notória desde ano passado do bom Bones Hyland pode ser o bastante para suprir essa saída.


Defensivamente, os Nuggets trouxeram dois ótimos defensores em KCP e Bruce Brown para ajudar ainda mais o sistema do técnico Michael Malone, que tem uma mente defensiva muito inteligente e sabe montar boas defesas. Ao lado de Aaron Gordon, eles serão muito importantes para fazer o sistema funcionar, já que Murray e Porter Jr são jogadores abaixo da média nesse lado da quadra, enquanto o Joker é muito bom protegendo o aro.


Com um dos melhores quintetos iniciais da NBA, esse é o ano de Denver estourar novamente e ir longe, pois o talento e os encaixes de peças são impecáveis por lá. A tendência é de muito sucesso por lá!


 

4 - Memphis Grizzlies


Time titular: Ja Morant, Dillon Brooks, Desmond Bane, Jaren Jackson Jr e Steve Adams.


Principais reservas: Tyus Jones, Ziaire Williams, Xavier Tillman, Brandon Clarke e Danny Green.


All Stars no time: Ja Morant.


O time de só um All-star que chegou em segundo lugar do Oeste no ano passado e que ficou com a segunda melhor campanha em toda a NBA vem para mais uma temporada confiando na evolução constante e imparável de seus jogadores por lá. Liderados pelo magnífico Ja Morant, Memphis é um dos times mais divertidos da liga de se assistir e tem uma identidade de jogo bastante consolidada. Time extremamente jovem, treinador jovem e muito talento bruto colocam esse time de novo brigando por coisas grandes.


A equipe perder Kyle Anderson e DeAnthony Melton nessa offseason, mas mesmo assim continua extremamente forte e profunda, já que esse time estranhamente encontra jogadores passando na rua e faz com que eles joguem bem dentro do esquema. A constante crescente de Ja, a evolução de Bane em um dos melhores arremessadores da NBA e com Brooks e principalmente JJJ comandando a defesa faz desse time uma ameaça a basicamente qualquer time em toda a NBA. Memphis é muito forte agora e o teto dessa equipe é ainda maior nos próximos anos.


Quem assistiu os Grizzlies na temporada passada sabe que esse time não é um bando de moleques que engrenou, mas sim um time extremamente bem treinado pro Taylor Jenkins, outro técnico que vem da escola Gregg Popovic e que sabe montar times muito bem. Com um esquema de defesa bastante sólida e agressiva para atacar em velocidade, Memphis tem um time que às vezes fica um pouco estagnada no ataque de meia quadra, mas com soluções ofensivas incríveis para Morant nessas situações com diversos corta-luzes e alguns pick n rolls espanhóis.


Defensivamente o time é muito bom. Como quase todos os times treinados por discípulos de Popovic, as defesas são boas e em Memphis não é diferente. Além de ter bons defensores individuais e um de elite em JJJ, só o astro ofensivo da equipe não é um grande defensor e mesmo assim o esquema consegue escondê-lo muito bem. A proteção de aro dos Grizzlies é excelente e a defesa de perímetro também é bastante agressiva, forçando roubos, turnovers e contra-ataques absurdos para as jogadas lindas que esse time proporciona.


Talvez ainda não seja o ano dos Grizzlies, talvez ainda falte uma grande estrela pra ajudar Ja Morant, mas ninguém deve se espantar se esse time chegar nas Finais esse ano, porque eles realmente têm o material necessário pra isso.


 

5 - Minnesota Timberwolves


Time titular: D'Angelo Russell, Anthony Edwards, Jaden McDaniels, Karl-Anthony Towns e Rudy Gobert.


Principais reservas: Austin Rivers, Taurean Prince, Naz Reid, Bryn Forbes, Kyle Anderson e Eric Paschall.


All Stars no time: D'Angelo Russell, Karl-Anthony Towns e Rudy Gobert.


No mesmo corte que entraram os Cavs na parte 1 da análise, assim é também com os Wolves. A vida pós nosso amado ídolo Kevin Garnett foi dura em Minnesota e eles só chegaram nos playoffs uma vez desde então. Porém, no ano passado o time finalmente quebrou essa barreira, evoluiu e encaixou. E muito disso se dá pelo talento geracional que é Anthony Edwards. Então a diretoria da equipe olhou a temporada passada, entendeu o núcleo jovem como extremamente talentoso e resolveu colocar a peça que faltava: Rudy Gobert.


Apesar da derrota na primeira rodada diante de Memphis, os Wolves tiveram um playoff muito bom que apontou para uma grande falha na equipe: a defesa de garrafão. Por mais espetacular que Towns seja ofensivamente, talvez um dos melhores pivôs pontuadores da liga e sem dúvida um arremessador de fora extraclasse pra sua altura, ele não é um bom protetor de aro e muitas vezes se sai melhor como defensor de perímetro. Agora a equipe tem um quinteto inicial fortíssimo com D'lo armando a equipe, Edwards jogando livre para pontuar e criar jogadas para si e para os outros, Towns com toda a liberdade ofensiva para jogar mais no perímetro e atacando a cesta em progressão, enquanto Gobert acumulará as funções de pivô tradicional tanto ofensivamente quando defensivamente. Além deles, fecha o quinteto o talentoso e promissor Jaden McDaniels, que Utah tentou por todo custo levar na troca pelo pivô francês e não conseguiu.


Perder Patrick Beverley e principalmente Malik Beasley, o melhor arremessador da equipe, foi o custo necessário para reforçar o time titular. Com isso, as chegadas do sólido Kyle Anderson, a defesa da equipe continua tendo um grande marcador e a vinda de Bryn Forbes pode suprir um pouco a saída de Beasley. O banco ainda conta com o bom Naz Reid e outras peças mais veteranas com Austin Rivers e Taurean Prince. Muito parecida com a análise de Cleveland, os Wolves também abriram mão do futuro para montar um quinteto inicial excelente. E o banco, apesar de ter perdido opções, ainda é bom se considerarmos que as rotações em playoffs sempre são mais curtas.


O técnico Chris Finch melhorou muito a defesa da equipe no ano passado com um sistema que buscava muitas dobras e agressividade sufocante no perímetro. O estilo até incomodava os atletas de tão agressivo durante a temporada regular, mas se provou bastante efetivo e quase foi o bastante para levar essa equipe mais longe nos playoffs. Agora, com um defensor de garrafão top-3 na liga, a defesa dos Wolves tende a melhorar ainda mais, já que Towns cometia muitas faltas e foi o grande problema da equipe na série contra Memphis. A presença defensiva de Gobert, juntamente com Edwards e McDaniels engajados, além da envergadura e tamanho da dupla D'lo-Towns é muito interessante defensivamente.


Ofensivamente, a dupla de amigos acima ama jogar junta e desenvolveu uma química bastante interessante nos últimos anos. O ataque de Minnesota muitas vezes é bem simples, baseado em pick n rolls e uma movimentação de passe extra para quem está livre. E quando ele estagna, Ant-man está lá para criar coisas do nada, assim como Russell. Ter dois bons jogadores que criam para si é vital numa conferência que promete grandes defesas. Com Gobert, muitas pessoas se preocupam que o garrafão fique muito cheio ofensivamente e tire espaço de Towns, mas esse time já jogava com Jarred Vanderbilt ano passado, e ele ocupava basicamente o mesmo espaço e função de um pivô tradicional, já que não tinha arremesso de fora e ficava ali limpando o lixo vindo de rebotes.


Minnesota tem as peças, um bom treinador, estrelas consolidadas e uma das maiores estrelas em ascensão de toda a NBA. Assim como Memphis, pode não ser esse o ano deles, mas ninguém deve se espantar se eles chegarem lá, pois material humano e repertório defensivo a equipe tem.

 

Menções honrosas


New Orleans Pelicans


Principais jogadores: CJ McCollum, Brandon Ingram, Zion Williamson, Herbert Jones, Jonas Valanciunas, Jose Alvarado, Devonta Graham, Larry Nance Jr, Trey Murphy III e Willy Hernangomez.


Surpresa pelo nível que jogou nos últimos playoffs, esse ano os Pelicans não são mais novidade e é talvez o melhor time das menções honrosas no quesito talento e profundidade. O grande problema dessa equipe é também a grande solução: Zion Williamson. A incógnita se New Orleans terá ou não a estrela faz qualquer análise sobre o time ser baseada nisso. Se ele estiver saudável, esse time tem um teto absurdo e até desconhecido para o mundo. Se ele perder vários jogos e estiver fora dos playoffs de novo, o teto da equipe é uma semifinal de conferência e olhe lá. Esse time pode ir até onde Zion os levar.


De qualquer forma, o elenco é muito interessante, coeso e completo. Pensar um quinteto inicial com CJ, Herb Jones, BI, Zion e Valanciunas é muito talento, tamanho e atleticismo. Herb Jones, aliás, é outro candidato a defensor do ano. O banco da equipe também é muito interessante, versátil e tem o atual MVP do Eurobasket - Hernangomez. O sistema de jogo da equipe é simples, funcional e não seria surpresa ver NOLA ir mais longe do que uma primeira rodada de Playoffs. Porém, a saúde de Zion é chave para o sucesso ou insucesso da equipe.


Dallas Mavericks


Principais jogadores: Luka Doncic, Spencer Dinwiddie, Dorian Finney-Smith, Tim Hardaway Jr, Christian Wood, Reggie Bullock, Davis Bertrans, Maxi Kleber, Javale McGee e Dwight Powell.


Cota Luka Doncic e seu talento geracional, o Mavs chegou nas finais de conferência ano passado com muito mérito e bom trabalho defensivo do treinador Jason Kidd. A perda de Jalen Brunson pode ser muito sentida por esse time, que tem como esquema ofensivo Luka Doncic e Brunson era o cara que emulava esse esquema quando o esloveno descansava. Isso manteve Dallas funcional e muitas vezes permitia Doncic descansado para resolver jogos. A perda dele sem reposição pode ser muito sentida, já que Dinwiddie hoje funciona muito mais como um armador secundário do que como um principal criador.


A chegada de Christian Wood traz um grandioso parceiro para Luka e um pivô capaz de espaçar a quadra para Dallas jogar com 5 abertos como gosta e fez os playoffs todo. A saúde de Hardaway Jr também é um fator, já que ele bem é um arremessador letal de bolas de 3. Dallas tem talento e todas as ferramentas para fazer uma grande campanha: o time é sólido, tem defesa de elite, tem bons jogadores em todas as posições e tem uma estrela que pode ser um dos maiores jogadores da história. O problema é que aparentemente muitos outros times tem só mais talento que os Mavs e eles são muito Lukadependentes.


O time é bom, merece todo o reconhecimento e tem mérito em tudo que construiu no ano passado. Deve até ir mais longe que um Play-in e tem talento para chegar fazendo barulho nos Playoffs de novo. Porém, a saúde dos ajudantes e até mesmo de Doncic, que ficou baleado ano passado, vai ser vital para as pretensões do time.


Phoenix Suns


Principais jogadores: Chris Paul, Devin Booker, Mikal Bridges, Cameron Johnson, DeAndre Ayton, Jae Crowder e Cameron Payne.


Apesar de ter liderado o Oeste na temporada regular ano passado e ter um excelente treinador em Monty Williams, Phoenix não se reforçou e é o mesmíssimo time do ano passado. Apesar de alguns atletas terem muito teto para melhorar como Booker, Mikal e Ayton, o clima no Arizona não é dos melhores e Chris Paul está um ano mais velho. Nos playoffs, a última impressão desse time não foi boa. CP3 pareceu sentir muito a parte física e a equipe sofreu horrores com os Pelicans na primeira rodada quando passou na bacia das almas com partidas impecáveis do armador que, na série seguinte, foi explorado e sofreu novamente contra o Mavs. Tudo colapsou num patético jogo 7 e a humilhação em casa.

Phoenix é um bom time, tem talentos especiais como D-Book e ninguém contesta o quão bom é Paul, mas hoje há outros times acima em questão de elenco, clima e talento na conferência. Mesmo assim, Mikal Bridges pode ser o defensor do ano de tão bom que é e esperamos muito de Ayton com o novo contrato.


Los Angeles Lakers


Principais jogadores: Lebron James, Russell Westbrook, Anthony Davis, Patrick Beverley, Thomas Bryant, Kendrick Nunn, Dennis Schroder, Juan Toscano-Anderson, Loonie Walker IV e Austin Reaves.


Cota Lebron/AD já que os Lakers contam com dois dos maiores talentos da história e precisam ser respeitados. Apesar de um trio de estrelas e o retorno de Schroder para LA depois de um grande Eurobasket, parece faltar talento, versatilidade e principalmente arremessadores pro time. O mais sólido de toda a rotação é Pat Beverley, que muita gente não sabe mas acerta mais de 40% de seus arremessos no catch and shoot. Ele também deve ser o motorzinho da defesa da equipe que provavelmente fechará o quinteto com Thomas Bryant.

O banco pode ser interessante com Nunn e Dennis, mesmo assim, falta talento e profundidade. Saber qual AD virá esse ano também é importante, já que pode ser a versão dominante ou a versão de vidro que só se lesiona. Isso é chave para o time. Lebron é um dos maiores da história, a idade não chega pra ele e podemos esperar dominância e todo o talento do astro, enquanto Westbrook parece sobrar e tornar o time um pouco disfuncional apesar de ser excelente também. Precisamos ver mais de todos juntos e saudáveis, já que a experiência do ano passado mostrou muito pouco.


Um voto de confiança para o ótimo novo treinador da equipe, Darvin Ham, uma mente defensiva e boa de grupo. Uma mudança de estilo defensivo gerando mais contra-ataque e cestas fáceis pode resolver vários dos problemas de criação, ataque de meia quadra estagnado e falta de espaçamento que vimos ano passado. Ainda assim, pela temporada passada, ainda precisamos ver e muito pra crer. Não vai ser surpresa se forem mais longe, mas hoje pelo basquete apresentado o lugar do Lakers é aqui.


 

Com os maiores concorrentes nessa corrida pelo titulo analisados, agora só falta a análise do nosso amado e querido Celtics, que sairá em breve por aqui também! Se você curtiu essa análise feita em duas partes e um pouco mais aprofundada, não deixe de compartilhar o texto com os amigos que curtem NBA e torcem para algum dos times citados!


Os desafios para o Celtics estão aí. Quem você acha que o Celtics vai enfrentar numa possível final?


Love And Trust.

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