OS PRINCIPAIS CONCORRENTES DO CELTICS AO TÍTULO - PARTE 1

Com todas as movimentações e ausência delas (alô, Kevin Durant) que aconteceram no Leste e no Oeste, a corrida pelo título da NBA ficou ainda mais difícil. E antes de analisar tudo que o Celtics pode fazer para chegar novamente às Finais e dessa vez finalmente levantar o troféu, conhecer a concorrência e os principais desafios que os celtas vão enfrentar durante uma temporada que promete ser das melhores e mais competitivas da história recente na NBA é muito importante.


Essa análise é dividida em duas partes, então nessa primeira os principais times do leste estão apresentadas em ordem de força.


1 - Milwaukee Bucks


Time titular: Jrue Holiday, Wesley Matthews, Khris Middleton, Giannis Antetokounmpo e Brook Lopez.


Principais reservas: George Hill, Grayson Allen, Pat Connaughton, Joe Ingles, Bobby Portis e Serge Ibaka.


All Stars no time: Jrue Holiday, Khris Middleton, Giannis Antetokounmpo e Brook Lopez.


Com um elenco praticamente idêntico ao da campanha do título e também do ano passado, os Bucks contam com o duas vezes MVP Antetokounmpo capitaneando a equipe em mais uma temporada onde o modelo de jogo do treinador Mike Budenholzer está cada vez mais consolidado. Uma defesa que tem na proteção do garrafão sua maior força e um ataque que funciona e se move a partir do talento de Giannis. Muita infiltração, movimentação de bola e arremessadores de 3 pontos espalhados pela quadra são a base desse time.


Milwaukee já chegou nas finais e venceu. No ano passado, caiu nas semifinais de conferência para Boston sem Khris Middleton, seu segundo jogador mais importante que tem média 20ppg (pontos por jogo). Além de um defensor subestimado, ele é o grande desafogo ofensivo do time quando as defesas montam o esquema de muro para limitar Giannis e suas infiltrações constantes.

O time é extremamente experiente, tem bagagem e jogadores excelentes, além de um dos sistemas de jogo mais bem definidos de toda a liga. A adição de Joe Ingles, um dos maiores provocadores da liga faz esse time ainda mais perigoso, já que o australiano é um sólido arremessador de 3 pontos, bom passador e tem um jogo bastante completo que combina demais com o estilo de movimentação de bola da equipe, já que ele fez sua carreira toda no Utah Jazz, um dos times que melhor trocava passes na NBA nos últimos anos.


Além da solidez que um dos melhores defensores da NBA, Jrue Holiday traz para a equipe, Brook Lopez se tornou um dos melhores protetores de aro, dificultando e muito a pontuação de outros times no garrafão. No banco, o poder de fogo é muito interessante com um incendiário Bobby Portis, além das bolas de 3 constantes que Grayson Allen e Pat Connaughton acertam para os Bucks.


Milwaukee tem um dos times mais funcionais, talentosos e capazes de vencer qualquer um dos dois lados da quadra e o retorno de Middleton desafoga um pouco o jogo de meia quadra da equipe, que por muitas vezes depende da aceleração constante de Giannis em direção à cesta. Defensivamente, é um time ótimo que vai acabar cedendo algumas bolas de 3, mas num geral tem uma das defesas mais sólidas apesar de ter sido apenas a sétima melhor defesa da conferência na temporada passada, com rating de 111.8.


Possivelmente o Bucks seja o maior concorrente do Celtics na luta pelo título da Conferência Leste.



 

2 - Brooklyn Nets


Time titular: Kyrie Irving, Seth Curry, Kevin Durant, Ben Simmons e Nic Claxton.


Principais reservas: Patty Mills, Joe Harris, TJ Warren, Royce O'Neal, Markieff Morris e Cam Thomas.


All Stars no time: Kyrie Irving, Kevin Durant e Ben Simmons.


Ainda com uma rotação indefinida de qual será o time titular (possivelmente veremos Royce O'Neal na ala e Ben Simmons de pivô), os Nets contam com um dos elencos mais fortes da NBA no papel. Depois da novela Kevin Durant dar em absolutamente nada, o time volta para essa temporada mais forte do que terminou o ano passado. Os retornos de Joe Harris e Ben Simmons tornam o time uma potência ainda maior.


Harris é um dos melhores arremessadores de 3 pontos da liga, acertando incríveis 45,5% de 3, apesar de ser um defensor abaixo da média. Junte-o à Seth Curry e seus 43,9% de aproveitamento de 3 pontos e Brooklyn conta dois arremessadores de elite da NBA. Colocar esses dois arremessadores esplêndidos ao lado de um dos jogadores ofensivos da história em KD e do talentoso Kyrie Irving, combinados ao grande passador que é Simmons, estamos falando de um time muito completo para machucar os adversários de diferentes formas.


Além deles, Patty Mills sempre traz muitos pontos vindo do banco, TJ Warren teve uma performance surreal na bolha e é um jogador talentoso ofensivamente, e tanto O'Neal quanto Morris acertam seus arremessos quando equilibrados paradinhos atrás da linha dos 3. O jovem e promissor Cam Thomas pode ajudar como aquele "microwave scorer" que vem do banco e pontua bastante em pouquíssimo tempo.


Apesar de um ataque extremamente talentoso, a defesa é o grande problema dos Nets. Essa equipe conta com dois defensores de elite agora que Simmons e O'Neal chegaram, um bom em Durant e o restante é bastante explorável. Nas temporadas anteriores, vimos um sistema defensivo que não escondia os grandes defeitos defensivos dos seus principais jogadores. Inclusive, vimos que essa defesa tomou 4-0 do próprio Celtics nos playoffs e teve dias que cedia muitos pontos por não ser capaz de fazer ajustes. Com dois defensores ótimos para marcar Brown e Tatum, a tendência é de um time mais equilibrado dos dois lados da quadra, e não aquele Brooklyn do ano passado que era capaz de fazer 150 pontos por jogo e mesmo assim perder porque não conseguia defender ninguém.


Fica a grande questão de como esse time tão talentoso ofensivamente e de tanto potencial vai se encaixar. O técnico Steve Nash foi muito contestado e tem um modelo de jogo baseado em constante movimentação de bola que ainda não apareceu tanto em Brooklyn. A chegada e estreia de Simmons pode ajudar nisso, mas ele terá que convencer suas estrelas a abraçarem o esquema de jogo como um todo e não partir para o mano a mano o tempo todo só porque são talentosos para pontuar contra qualquer um.


O principal ponto é ver como essa defesa vai se mostrar, já que a identidade defensiva da equipe nunca ficou tão evidente. A defesa de mano a mano num geral não é boa e muitas vezes pareceram mal treinados para defender por zona. Além das trocas defensivas serem muitas vezes mal feitas. É uma defesa que precisa melhorar e muito.


Se esse time clicar, tiver química e um sistema defensivo minimamente decente, o talento está todo aí para que eles façam bastante estrago no Leste.



 

3 - Philadelphia Sixers


Time titular: James Harden, Tyrese Maxey, Tobias Harris, PJ Tucker e Joel Embiid.


Principais reservas: Matisse Thybulle, Danuel House Jr, Furkan Korkmaz, Shake Milton, Georges Niang, De'Anthony Melton e Montrezl Harrell.


All Stars no time: James Harden e Joel Embiid.


Finalmente com um elenco profundo e capaz de ter mais opções para maximizar o talento geracional que é Joel Embiid, Philadelphia há muitos anos é o time que mais promete e menos entrega na NBA. O GM Daryl Morey, ex Rockets e um dos mais ousados no mercado, resolveu montar sua própria versão de Houston no Sixers, trazendo Harden no ano passado e agora pegando PJ Tucker, De'Anthony Melton e Danuel House para a equipe. Uma versão alternativa e mais talentosa da que deu certo nos Rockets, que tinha CP3 e Ariza com Capela.


Definitivamente Philly conta com um time bastante completo esse ano. A forma física de Harden e a saúde de Embiid são preocupações, mas se ambos estiverem bem, a conexão e encaixe de jogo da dupla é realmente incrível. Ofensivamente, muitos pick'n rolls e post-ups para Embiid são a base do time, que tenta sempre que possível acelerar as jogadas já que não é um grande ataque coletivo. Maxey, que já é ótimo, deve ser o grande responsável por acelerar as jogadas. Tobias Harris também um jogador bastante sólido parado atrás da linha dos 3 e em seus midranges. Há quem o chame de cosplay pobre de Carmelo Anthony, um elogio disfarçado de crítica para ele. A chegada de PJ Tucker e sua especialidade de arremessos da zona morta pode ser um desafogo para um ataque que tende a ser estagnado.


Na defesa, o time aposta todas as fichas na chegada de Melton, Tucker e na evolução de Thybulle, que já é muito bom porém ainda é muito estabanado e comete muitas faltas. Talvez os Sixers apostem em vários momentos de 2 dos 3 juntos para elevar o nível defensivo da equipe, já que o único grande defensor da equipe é Embiid e é só como protetor de aro, já que o franco-camaronês pode ser explorado no perímetro.


Apesar de ter um elenco muito mais equilibrado, um jogador que é capaz de ser MVP nesse ano e contar com outro ex MVP no time, Philadelphia depende dos encaixes. O elenco melhora, é mais versátil e mais profundo. No entanto, a comissão técnica é a mesma e apesar de muitos celtas gostarem de Doc Rivers, ele vem de trabalhos muito questionáveis. Só teve boas defesas quando tinha Garnett, Kawhi e Paul George. Seus sistemas ofensivos e defensivos são bastante básicos. O ataque de suas equipes geralmente é bastante estagnado, dependendo bastante de pick'n rolls, pouquíssimos corta-luzes fora da bola que ele só faz para seus shooting guards e uma defesa simples de mano a mano que tenta evitar trocas ruins e muitas vezes cede espaços por isso.


Os Sixers melhoraram, o talento e a profundidade para fazer estrago estão ali e ninguém se surpreenderia se eles chegassem longe. No entanto, é provável que falte técnico mais uma vez.



 

4 - Cleveland Cavaliers


Time titular: Darius Garland, Donovan Mitchell, Isaac Okoro, Evan Mobley e Jarrett Allen.


Principais reservas: Ricky Rubio, Caris LeVert, Cedi Osman, Kevin Love e Lamar Stevens.


All Stars no time: Darius Garland, Donovan Mitchell, Kevin Love e Jarrett Allen.


Existe vida pós Lebron James em Cleveland depois de 20 anos. No ano passado, esse time surpreendeu muita gente fazendo uma campanha sensacional e com uma defesa muito boa que acabou como a terceira melhor do Leste, com um rating defensivo de 109.7. Agora, a chegada de Donovan Mitchell, um dos melhores jogadores jovens da NBA torna os Cavs um time a ser levado a sério por muita gente. O esquema defensivo com dois pivôs muito bons na defesa. Jarrett Allen é um excelente protetor de aro enquanto Evan Mobley é um daqueles talentos que não se acha todo dia. Um jogador muito inteligente e móvel na defesa, capaz de marcar todas as posições apesar de ser muito alto, e no ataque também bastante completo e com muito a evoluir.


A dupla de armadores também tem tudo para ser incrível. Darius Garland é um jogador muito subestimado, sua capacidade de pontuar e criar jogadas é enorme, além de ter muita solidez nos arremessos de 3 pontos, acertando 38,3% enquanto traz 21.7ppg. Foi All-Star ano passado com muito mérito e agora vai dividir as ações ofensivas com outro talento enorme e até maior que ele. Donovan Mitchell acerta 36,1% de seus arremessos de 3 pontos e traz 23,9ppg. Mas muito mais que isso, ele é um cara extremamente capaz de criar jogadas.


Garland muitas vezes ficou sobrecarregado no ataque dos Cavs após a lesão de Rubio por ser o único criador de verdade, então o ataque acabava estagnado e baseado em constantes pick'n rolls. Agora, ele conta com outro criador de jogadas que tem média de 5.3 assistências por jogo nas últimas duas temporadas e que é excelente criando jogadas para si. Além do desafogo ofensivo, o ataque dos Cavs deve ter uma fluidez e movimentação de bola muito mais interessante. Principalmente nos momentos que Ricky Rubio estiver em quadra, já que ele teve uma temporada ótima até sua lesão ano passado.


Defensivamente, esse time já foi muito bem ano passado. O sistema funciona, é um time que protege muito bem o aro com Allen e Mobley, é móvel no perímetro e não tem medo de fazer trocas de marcação, usar zona e afins quando necessário. Então basta Mitchell se esforçar um pouco mais na defesa de perímetro para que eles continuem como uma defesa de elite, já que Okoro é um defensor excepcional apesar de contribuir em quase nada ofensivamente.


Os Cavs são talvez o time mais promissor do Leste junto com o Celtics. Trata-se de um time extremamente jovem, talentoso, com 3 All-Stars em seu time titular, um quarto no banco no veterano e ainda eficiente Kevin Love e um quinto em breve já que Evan Mobley mais cedo ou mais tarde dará esse salto. Somado à capacidade de seu banco, que tem um bom sexto homem pontuador em Caris LeVert e um armador extremamente sólido em Rubio, o primeiro ano dessa galera toda em Cleveland pode ser muito promissor. É um time com obrigação de ir para os playoffs e que não perde em talento bruto para quase ninguém no leste. Basta ver como serão os encaixes e o estilo de jogo com uma nova estrela na cidade. É bom que todos abram os olhos, pois esse é um dos times mais perigosos da liga a partir de agora.



 

5 - Miami Heat


Time titular: Kyle Lowry, Gabe Vincent, Max Strus, Jimmy Butler e Bam Adebayo.


Principais reservas: Tyler Herro, Duncan Robinson, Caleb Martin, Victor Oladipo e Dewayne Dedmon.


All Stars no time: Kyle Lowry, Jimmy Butler e Bam Adebayo.


Atual vice campeão do Leste, o Heat manteve toda sua base e perdeu apenas PJ Tucker nessa intertemporada. Apesar de não ter se reforçado, o time continua extremamente perigoso e tem um dos sistemas de jogo mais sólidos de toda a NBA. O técnico Erik Spoelstra é de longe um dos melhores treinadores em toda a liga, nenhum ser humano é capaz de duvidar da capacidade de Jimmy Butler, ainda mais em momentos decisivos que ele costuma crescer e Bam Adebayo já foi All-Star e não para de melhorar seu ataque. O pivô evoluiu muito como passador, atacando a cesta, acertando arremessos de meia distância e fazendo inúmeros hand-offs.


Quem assistiu as finais contra o Celtics temporada passada sabe que a grande arma desse time de Miami: a constante movimentação de bola. Esse time não cansa de mover a bola, buscar arremessos equilibrados e muitas vezes até comete violações de cronômetro por estourar os 24 segundos em busca do arremesso perfeito. É uma equipe montada para jogar de forma coletiva e que não possui muitos jogadores com a característica de colocar a bola debaixo braço para resolver um jogo além de Butler.


Tyler Herro, atual melhor sexto-homem da liga é esperança de muitos pontos vindo do banco e um pouco de desafogo quando o time precisa de um jogador capaz de criar para si. O restante do elenco, num geral, depende muito da criação coletiva para render. Até por isso, a saúde de Kyle Lowry se torna vital para o sucesso da equipe. Com ele bem, Miami ganha um armador muito bom, experiente e vencedor, capaz de criar para si e para todos, com um sólido arremesso de longa distância e inteligência de jogo muito acima da média. Para além disso, os destaques ficam para os ótimos gatilhos que a equipe tem para arremessos de longe em Duncan Robinson e Max Strus. Gabe Vincent evoluiu muito nos últimos anos, vem sendo muito importante na defesa e melhorou muito seu arremesso.


Na defesa, o esquema montado por Spoelstra já tem sucesso há muitos anos e a tendência é que essa temporada haja repetição desse padrão. O Heat tem um dos melhores sistemas defensivos da liga, forçam muitos turnovers e são um pesadelo para qualquer equipe que quer infiltrar contra eles, já que fecham o garrafão, desviam a bola constantemente e tem Adebayo protegendo o aro. Além disso, a equipe não tem medo de abusar de defesas por zona, dobras de marcação e recuperação rápida, defesas focadas em um jogador específico e são mestres em expor os defeitos ofensivos das equipes. Isso ficou muito evidente nas séries contra Atlanta e Philadelphia temporada passada, quando basicamente obrigaram Trae Young e Joel Embiid a jogarem 100% fora de suas zonas de conforto, forçando outros jogadores a resolverem partidas.


Por se tratar de um dos times mais bem treinados de toda a liga, extremamente entrosado e com entendimento de jogo, modelo de sistema e daquilo que querem fazer em quadra, Miami é um daqueles times que sempre é um pesadelo de enfrentar. Talvez eles esbarrem no que vem acontecendo nos últimos anos: a falta de talento bruto. O time é bom, mas não é espetacular como outros do Leste. Eles vão precisar de encaixes para ir longe e dependem muito daquilo que sua defesa vai ser capaz de produzir. É um time muito perigoso.



 

6 - Atlanta Hawks


Time titular: Trae Young, Dejounte Murray, De'Andre Hunter, John Collins e Clint Capela.


Principais reservas: Bogdan Bogdanovic, Lou Williams, Aaron Holiday, Justin Holiday, Onyeka Okongwu e Maurice Harkless.


All Stars no time: Trae Young, Dejounte Murray.


Após chegar às finais de conferência e cair diante do então futuro campeão Bucks, Atlanta teve um grande choque de realidade na temporada passada quando ficou apenas em oitavo e acabou tendo que vencer o Cavs com um daqueles jogos memoráveis de seu astro Trae Young. E o grande motivo para essa queda tão drástica foi que os Hawks sofreram demais com sua defesa, que foi a segunda pior do leste e quinta pior de toda a NBA com rating defensivo de 114.9. Basicamente, por mais que houvesse muita capacidade ofensiva na equipe, a defesa era péssima e incapaz de parar qualquer time.


Para isso, uma troca gigantesca foi feita e ocorreram diversas mudanças no time. O excelente e subestimado Kevin Huerter foi trocado, assim como Gallinari, que após ser dispensado pelos Spurs optou por ir para o Celtics. Outro monte de escolhas de draft também foram embora nessa brincadeira, tudo isso para que chegasse um jogador capaz de transformar a forma que a equipe joga, dividir a armação com Trae e ter uma defesa boa que sustente uma temporada inteira sem ser pífia.


A chegada de Dejounte Murray é não só fundamental, como extremamente necessária para a equipe. O time escolheu sacrificar seu futuro para tê-lo e colocá-lo ao lado de Ice Trae para formar uma dupla de armadores esplêndida. Ofensivamente, os esquemas do treinador Nate McMillan geralmente são muito simples, não são times de grande movimentação de bola, cortes fora da bola nem nada sofisticado. São os bons e velhos pick'n rolls, armador com a bola na mão criando e passes simples que viram assistências. E esse esquema faz muito sentido quando se tem um armador passador e pontuador de elite como é Young.


Agora, Murray chega para dividir essa responsabilidade na construção, desafogar um pouco um time que passava o jogo todo com a bola na mão de Trae e pode explorar seu melhor jogador funcionando como arremessador fora da bola. A crescente mostrada por De'Andre Hunter na temporada passada foi promissora e caso ele consolide o arremesso longo que apareceu em alguns momentos, pode ser uma peça importante nos próximos anos. Collins e Capela como os pivôs do time já são conhecidos, o primeiro é extremamente versátil e talentoso ofensivamente, precisa urgentemente ser mais acionado e pontuar mais para esse time ter sucesso e o segundo é constante ameaça com lobs e rebotes ofensivos.


Pelo lado defensivo, a vinda de Murray tem como foco instantâneo tornar a defesa de perímetro melhor. Hunter era o defensor solitário num perímetro terrível de Atlanta e agora ganha um companheiro com envergadura excelente, que vem da escola Spurs de defesa e é um dos melhores armadores defensivos da liga. Trae Young e John Collins precisam ser um pouco mais decentes na defesa e Capela protegendo o aro é muito bom, só não pode ser exposto no perímetro e é trabalho do treinador, que é uma mente defensiva, remontar esse sistema que já teve sucesso em 2021 para voltar a funcionar bem, algo que ele é bastante capaz.


O banco da equipe também fica mais equilibrado, com Bogdanovic candidato a ser um dos melhores sexto-homens do ano, podendo jogar seu melhor basquete pontuando, comandando ataque e arremessando de longe nos momentos que estiver em quadra, e também contar com os irmãos Holiday para auxiliar nas bolas de 3. Mo Harkless chega para ajudar defensivamente contra alas mais altos e Okongwu tem muito potencial, mas precisa ficar saudável.


Atlanta, assim como Cleveland foi pro tudo ou nada nessa troca. A diferença é que os Cavs parecem ter mais talento como um todo, apesar de Trae Young ser o melhor jogador dos dois times acima. Agora é trabalhar nos encaixes defensivos, já que ofensivamente a tônica deve ser muito similar ao que já conhecemos. É um time que pode surpreender e aprontar contra alguns favoritos.



 

Com os concorrentes mais fortes do Leste já analisados, ficam faltando aqueles que correm por fora na conferência e quem pode vir do Oeste para uma possível final da NBA. Então se você curtiu esse texto e essa primeira parte da análise, não deixe de compartilhar com os amigos que torcer para outros times também.


Os desafios para o Celtics estão aí. Quem você não quer enfrentar de jeito nenhum nos playoffs?


Love And Trust.

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